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Terreno de 63 mil m² terá 27 prédios

Empreendimento na Barra Funda terá parte das unidades, de 45 m², destinada à baixa renda; obra começa este mês.

 

Vinte e sete prédios com 300 apartamentos, em média, erguidos num só terreno de 63 mil metros quadrados. O empreendimento gigante começa a ser construído ainda este mês na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste. As torres terão ao todo 2.714 apartamentos, com 45 m², 70 m² e 100 m², ruas e comércio. O empreendimento, que movimentará R$ 350 milhões, será executado em duas fases - a primeira deve ser concluída em dois anos. Apesar de a Barra Funda ter virado uma das estrelas do mercado imobiliário, o conjunto terá apartamentos destinados à baixa renda, por exigência legal.
Vizinho de uma favela, o terreno tem 40% da área classificado como Zona Especial de Interesse Social (Zeis) pelo Plano Diretor. Por isso, nessa parte poderão ser construídas apenas as chamadas habitações de interesse social, que terão dimensões mínimas e preço de até R$ 70 mil. "Acho que esse será o apartamento mais barato da Barra Funda", disse o presidente da Bueno Netto Incorporadora, Adalberto Bueno Netto.
Na verdade, o valor da habitação de interesse social é indicado pela prestação, que deve caber no bolso de famílias com renda de até 6 salários mínimos (R$ 2.300). Segundo Netto, serão construídas 1.474 unidades com esse perfil, de dois dormitórios e 45 m².
Essas unidades não serão comercializadas em estandes, e sim oferecidas por meio de associações profissionais, como de professores ou de policiais militares, pela Caixa Econômica Federal. Algumas famílias poderão ter a prestação subsidiada, a exemplo do que ocorre com unidades da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).
Também para respeitar a legislação das Zeis, outra parte do empreendimento será destinada ao chamado mercado popular. Esse é o termo técnico usado para designar unidades com até 70 m² de área útil, para famílias com até 16 salários mínimos (R$ 6 mil) de renda mensal. Nesses condomínios, as unidades terão preço máximo de R$ 170 mil, inferior ao praticado em lançamentos da região.
"Na verdade, vamos lucrar com os apartamentos de 100 m², ou seja, 20% do empreendimento, e um pouco do que vendermos para o chamado mercado popular. Nas habitações de interesse social, ficaremos empatados", diz Bueno Netto.

A presidente da Associação dos Moradores da Pompéia, Maria Antonieta Lima e Silva, disse que o aumento dos lançamentos na região vai paralisar o trãnsito. "O crescimento da região da Marquês não observa o fato de que há somente duas ligações com a parte mais urbanizada da cidade, os Viadutos Pompéia e Antártica."

Publicado em: 19/2/2008
Fonte: O Estado de São Paulo

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